Perícias Judiciais e extrjudiciais
PERÍCIAS JUDICIAIS E EXTRAJUDICIAIS
Perícia Judicial
É o exame técnico determinado por um juiz quando a resolução de um caso depende de conhecimentos que fogem à sua área de especialidade (como imobiliária, engenharia, medicina ou contabilidade etc...).
Nomeação: O perito é escolhido pelo juiz a partir de um cadastro oficial do Tribunal. Ele atua como um auxiliar da justiça, devendo ser totalmente imparcial.
Laudo Pericial: Após a análise dos fatos e documentos, o perito emite um documento formal (laudo) explicando suas conclusões de forma clara e objetiva.
Assistentes Técnicos: As partes envolvidas no processo podem contratar seus próprios especialistas para acompanhar o perito judicial e questionar suas conclusões.
Honorários: Os custos do trabalho do perito judicial são estipulados pelo juiz e pagos pelas partes do processo.
Veja como funciona o passo a passo completo da perícia judicial na prática:
Perícia Extrajudicial
Ocorre fora da esfera do poder judiciário, geralmente quando as partes desejam solucionar um conflito de forma amigável, avaliar danos ou prevenir litígios.
Contratação: É solicitada e paga diretamente por uma das partes (ou por ambas em comum acordo).
Validade: O laudo gerado serve como prova documental e pode embasar negociações, acordos, ou até mesmo ser utilizado posteriormente caso o problema vá para a justiça.
Objetividade: Embora seja contratado por um dos lados, o perito extrajudicial deve manter o rigor técnico e a exatidão científica para que o documento tenha credibilidade.
Para compreender a diferença na prática entre as perícias dentro e fora da justiça:
Principais Leis Aplicáveis
O procedimento de inventário é regulamentado por diversos diplomas legais, dentre os quais se destacam:
Constituição Federal de 1988 – arts. 5º, XXII, XXX e XXXV, e art. 236;
Código Civil (Lei nº 10.406/2002) – especialmente os arts. 1.784 a 2.027, que tratam da sucessão e da partilha de bens;
Código de Processo Civil (Lei nº 13.105/2015) – especialmente os arts. 610 a 673, que disciplinam o inventário e a partilha judicial e autorizam o inventário extrajudicial quando preenchidos os requisitos legais;
Lei nº 11.441/2007, que introduziu a possibilidade de realização de inventário por escritura pública em cartório, posteriormente incorporada ao Código de Processo Civil de 2015;
Resolução nº 35/2007 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e suas atualizações, que regulamentam os procedimentos para lavratura das escrituras públicas de inventário pelos cartórios.
Como vamos auxiliar você:
A atuação do advogado/perito é essencial para garantir que todo o procedimento ocorra com segurança jurídica. Entre os principais serviços prestados estão:
Um laudo pericial imobiliário para apresentação judicial deve transformar discussões subjetivas em provas técnicas irrefutáveis. Para ter validade jurídica e auxiliar o juiz na tomada de decisão, o documento precisa ser imparcial, metodologicamente rigoroso, fundamentado e estar rigorosamente em dia com as exigências legais.
As principais características e exigências incluem:
1. Requisitos Legais (Art. 473 do CPC)
Segundo o Código de Processo Civil, o laudo deve conter obrigatoriamente:
Objeto da perícia: A descrição clara do imóvel ou do problema a ser investigado.
Análise técnica: O detalhamento científico e minucioso da vistoria realizada.
Metodologia: Os métodos e critérios científicos utilizados na análise.
Respostas aos quesitos: Respostas claras e diretas às perguntas feitas pelo juiz, pelas partes e pelo Ministério Público.
2. Normas Técnicas (ABNT NBR 14653)
O laudo de avaliação de valores deve seguir os padrões da ABNT NBR 14653 (partes 1, 2 e outras, dependendo do tipo de imóvel). Essa norma garante que a pesquisa de mercado, a homogeneização de dados e o cálculo de depreciação sejam auditáveis e padronizados.
3. Habilitação Profissional e Rastreabilidade
Profissional habilitado: Deve ser elaborado em casos de avaliação mercadológica específica, por Corretor de Imóveis com credencial no CNAI.
Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) ou RRT: O laudo deve estar obrigatoriamente acompanhado da respectiva ART (engenheiros) ou RRT (arquitetos).
Imparcialidade: O perito nomeado pelo juiz atua como um auxiliar da justiça, sem defender os interesses de nenhuma das partes.
4. Estrutura do Documento
Para ser scannável e completo, o documento geralmente se estrutura da seguinte forma:
Qualificação das partes: Identificação clara de quem encomendou ou nomeou o perito.
Caracterização do imóvel: Endereço, dimensões, confrontações e estado de conservação atual.
Análise documental: Verificação de certidões do Cartório de Registro de Imóveis (matrícula), IPTU e habite-se.
Diagnóstico fotográfico: Fotos datadas e georreferenciadas que comprovem o estado do bem.
Fundamentação e Conclusão: O parecer final sobre o valor de mercado, vícios construtivos ou a resolução da controvérsia.




